Fim de férias!
Olá, pessoa! Tudo bom?
Por aqui, as coisas estão com aquele clima de fim de férias!
Já tenho reunião pedagógica marcada. Semana que vem já volto a dar aulas. Rever alguns rostos, conhecer os novos… Adoro essa época. Gosto de verdade!
Amo conhecer meus novos anjinhos (ou diabinhos hhihi). Ter de
começar novamente a ganhar a simpatia dos pequenos até chegar no momento em que há um laço muito forte de confiança entre mim e eles. E acredite, sempre construo esse laço com meus alunos.
Pra quem não sabe, sou professora de português e produção de texto e desde 2005 troquei o ensino médio pelo fundamental.
Na época, eu estava passando por um período de mudanças profundas em minha vida e a oportunidade de trabalhar com crianças me pareceu mais uma chance de mudar meu rumo. É bem verdade que eu era cheia de preconceitos e achava que ensino fundamental era para professores menos qualificados. (Nossa, como me envergonho de ter pensado isso!). Mesmo assim, topei o desafio (mas sem largar os cursinhos preparatórios para concurso – era uma maneira de continuar dando aulas a adultos, sem ser numa escola)
Hoje, penso seriamente em fazer mestrado em Educação e acredito que uma das tarefas mais difíceis de um educador é trabalhar com o fundamental. Não é qualquer pessoa que consegue entender o universo infantil, se fazer entender, fazer com que a criança confie no adulto que não é seu pai ou sua mãe. Sem contar que, ao contrário do que muitos pensam, é muito mais difícil enrolar numa aula pra criança. Ou alguém acha que pode chegar numa sala cheia de crianças sem a aula muito bem preparada? Se você gaguejar 2 segundos, a sala vira uma zona.
Além disso, trabalhar com ensino fundamental é um exercício diário de auto-controle e por mais que muitos colegas de trabalho não concordem comigo, acho que professor tem que ser exemplo. Da mesma forma que um Juiz não pode ser flagrado cometendo um ato ilegal, acredito que o professor (principalmente do fundamental) não pode ter uma conduta inidônea.
Eu, particularmente, não falo palavrões (pelo menos não para meus alunos ouvirem hihii), não jogo lixo no chão, não me embriago, não escrevo certas coisas aqui no blog porque sei que eles lêem leem. E acho que essa deve ser minha postura como professora. Não posso negar que exerço influência sobre a vida deles e zelo para que essa influência seja a mais benéfica e possível.
Atualmente, trabalho apenas com crianças de 10, 11 e 12 anos, a maioria diz que não é criança, é pré-adolescente, mas nesse ponto, sou igual às mães: pra mim, são sempre crianças.
Então é isso: férias acabando, aulas recomeçando e até o carnaval, sabemos que vai tudo bem de leve até voltar o pique de verdade.
Beijnhos e até!
PS: Nem falei da minha viagem… mas as fotos aí em baixo já dá pra ter uma idéia ideia, não dá?























Tamandaré Beach